sexta-feira, 25 de setembro de 2015

POEMA DESTINOS

















Tal qual o choro de um menino,
se perdido o doce de sua boca,
grito, corro, meto-me na toca
aperreado e tapando o rosto,
pois voraz foi o meu desgosto,
contrariado foi o meu destino.

Mas a dor lívida desabrocha,
logo sossega, alivia, fenece,
desenho meu sorriso que tece
o traço sereno sem rancores,
refeito das queixas de amores,
postado e firme feito rocha.

Assim é a vida num ir e vir,
ontem angústia, hoje harmonia,
amanhã não se sabe, utopia,
atalhos, meandros, armadilhas,
passos, chãos, mares e ilhas,
nortes e guias para o porvir.






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